Vilão da atenção?
Já passou o tempo em que celular era coisa de adulto. Cada vez mais cedo os pequenos ganham um aparelho dos pais, seja por conforto ou por segurança. Mas, com aparelhos cada vez mais modernos, o telefone acaba se tornando também uma fonte quase inesgotável de distração. Até que ponto ele pode ser um problema em sala de aula?Segundo a pedagoga Mirela Fleck, está comprovado que esta tecnologia dos telefones móveis passou a ser um item de necessidade inquestionável dos indivíduos. O problema é quando isso se torna uma distração em alguns ambientes que necessitam de concentração,e a turma buscando passar um conteúdo que precisa como o escolar. Por isso, em muitas escolas não é permitido levar os aparelhos, para evitar transtornos como furtos, perdas ou chamadas indesejadas, fazendo com que o celular torne-se um vilão do professor, que está ali mediante a turma buscando um conteúdo que precisa de atenção para ser compreendido.
Mirela acredita que o celular pode sim prejudicar o desempenho dos educandos. "Ele passa a ser um vilão quando é utilizado indevidamente, em momentos inoportunos, como por exemplo, em situações de prova em que não está no silêncio ou desligado ou na hora de uma explicação", afirma ela, ressaltando também que os jogos disponíveis que tornam o celular quase um videogame portátil impedem a concentração exclusiva na aula.
Com o número de alunos possuidores de telefones móveis, as escolas vêm buscando alternativas para que o celular não se torne um inimigo do corpo docente. Ele pode vir a ser aliado, desde que utilizado com disciplina.
"NADA MELHOR QUE FAZER COMBINAÇÕES PRÉVIAS, DEFININDO MOMENTOS PARA O USO E DE QUE FORMA DEVEM OCORRER. Dessa forma, os vários recursos disponíveis nestes aparelhos, tais como, agenda, calculadora, cronômetro, internet ou máquina fotográfica, podem servir como material de apoio na aprendizagem", defende a pedagoga.
Se utilizado de forma correta, com respeito mútuo entre educadores e educandos, e aceitando a tecnologia como uma forma de colaborar tanto para o lazer quanto em momentos de estudo, é possível fazer com que o aparelho deixe de ser um vilão e vire um aliado.
TEORIA E AÇÃO. Ano 2/N.7 - Março 2012
Publicação editada pela IERGS.
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